Maldita greve dos autocarros

A noite cai como se tivesse acabado de tropeçar numa pedra de 5cm (ou seja, um calhau) e com ela vem também um frio de congelar os ossos e todo o resto da nossa anatomia, nomeadamente e principalmente as extremidades, tais como, os dedos dos pés (não sinto meu dedo mindinho, já deve ter caído [é o meu primeiro pensamento]), as mãos que coitadas não possuem um aconchego que se denomina de luva, e por fim o nariz que com ele traz por vezes o belo do pingo (provavelmente já é uma estalagtite, estalagnirite[bom trocadilho]).
Continuando o meu devaneio, e retomando ao assunto do título em questão, eu sou uma grande apreciadora da palavra greve, já de si uma palavra bem bonita e simples, e o seu significado também me atraí bastante tendo em conta o que implica. Eu gosto de greves, tirando greves de autocarros em pleno e gelado inverno, pois implica que eu tenha que fazer o caminho gelado, com o cachecol bem embrulhado no meu pescoço e a camisola a tapar as mãos que vão para dentro dos bolsos, nada mais nada menos que a pé. Escusado será dizer aque quando entro na escola já não sou uma pessoa, sou um boneco de gelo (podia dizer de neve, mas em Coimbra não existe tal coisa).
Sim, podia ser que a meio do caminho já estivesse habituada ao percurso, mas não, fico mais gelada ainda. Então entro num local quente e a minha primeira sensação é de descongelamento, quase que sinto o gelo inexistente a escorrer na minha cara.
Isto tudo para dizer, senhores dos autocarros, eu respeito toda a vossa opinião mas por favor voltem! Ando seriamente congelada. e tenho que zelar pela minha saúde.

Muito Obrigado

4 comentários:

incógnita disse...

Com este frio não deve ser mesmo nada agradável ir para a escola a pé..uii

Rita da Maçaroca disse...

tchiii :S
issso é obra mesmo. Com este briooolll ate me doi os ossos do nariz XD

Beijinho*

Mariana disse...

este frio tira qualquer pessoa do sério -.-

filipa disse...

tipo de coimbra em pleno inverno --'

 
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