Fumadoras de mentol

De manhã, as ideias surgem… bem fresquinhas
Após mais uma refeição, com os pisos molhados e o céu em tons de inverno, as invenções são procuradas, ou simplesmente repensadas. As mãos foram, postas no bolso, numa tentativa de arranjar trocos, que originassem ou levassem a algo mais fresco e antecipadamente pensado agradável. Não há certeza.
Uma das mochilas agarrou num famoso SG, com essência de mentol e lá foram elas. Tão experientes, quanto a ausência do isqueiro, que pelos vistos dá jeito, no acto em questão. E continuaram, com a mente mais aquecida até ao descer de uma escadaria, que as abrigou do mundo que brincava lá fora. Obtiveram a inteligência necessária, para começar a experiencia, cujo protótipo foi desenhado pela manhã.
Os fumos esvoaçavam em volta das cabeças, atingindo tudo o que era tecido, penetrando-se ainda com aromas desgastantes, que ficaram durante minutos ou até, talvez horas, em labirintos desenhados por entre as linhas que agasalhavam. Certo e sabido que aquilo mata, mais cedo ou mais tarde, permanecendo agora simplesmente com o odor. Será que está tudo? As raparigas não pensavam assim, uma vez que conhecem certamente, indivíduos com os pulmões da cor do alcatrão das estradas de Portugal. Nem vale a pena pensar, nos atalhos de terra batida, por onde os rebanhos costumam passar. Isso não faz parte da sobremesa daquele grupo. Foi um fugir à rotina.

3 comentários:

muser disse...

soube a tudo*

beatriz'mr disse...

é bom fugir à rotina, mas quando simplesmente voltas à realidade há pessoas que por acharem que tudo aquilo é errado deixam de te falar por cometeres actos que supostamente não são ilícitos, mas que na consciencia deles o é. -_-

Rita da Maçaroca disse...

A jeze anda muitooo inspirada :b

Gostei muito ^^

 
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