viciante...


Elas são finas, leves, lisas e quase perfeitas. Umas deslizam melhor entre os dedos, outras parecem quase enceradas, duras, que não querem sair da minha mão.
O jogo começa. O coração que no inicio começava a acelerar e a bater descontroladamente, agora mantém o ritmo normal, como se não fosse nada com ele. Cada jogada ganha, dava uma sensação satisfatória, um prazer imenso. Se perdia a paciência esgotava-se. Ainda se esgota.
Aprendo a jogar de cabeça não só fria, mas gelada. Nada de envolver sentimentos, emoções. Só azar ou sorte.
Contar, contar e contar. Contar as probabilidades.
Elas seduzem-me. Melhores que qualquer amor, elas dão-me paz, não angústia. Melhor que qualquer amor é o meu amor por elas. Devoção.
Paixão.
Atracção. 
A lógica.
Elas não me cansam, revigoram-me.
Vício? Quase. Não perco, nem ganho nada com isto. Não é prejudicial. Relaxante. Tranquila!
 
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