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Exposições

Quando nos encantamos, temos sempre a tendência de nos entregar por completo, seja a um desporto, a um hobbie ou até mesmo a um amor. Até à vista não tenho razão, para apontar o dedo aos desportos ou até mesmo a um simples hobbie, cuja importância para nós, é sempre superior, ao de outra pessoa.
Se eu disser que o amor é belo e que é das melhores coisas que podemos ter na vida, estou a dizer a verdade, dependendo claro, de muitos factos. As entregas aos que mais amamos, se não forem por completo, nem são más de todo... porque existe algo, que cada individuo possui, que tem um destino reservado e que por vezes convém nem ser revelado. É algo especial, que deve ser preservado e guardado perante nós e somente nós.
Tudo isto porque nunca se sabe o que é que o futuro nos reserva. A psicologia não deverá, de todo, ser descomposta.

Pressas dão em vagares!

Saímos pelo portão principal. Éramos três. Os passos eram à “Senhor Doutor”, para que a possibilidade de perder o comboio não fosse fatal. Poucos metros depois do edifício e de algum tempo passar, ocorreram gestos, por sua vez, infelizes. Nem eu sei, como tal coisa aconteceu, embora tenha assistido, bem de perto, àqueles segundos um tanto desequilibrados.
Faço o que posso para viajar o mais rápido possível até ao assunto que me trouxe hoje aqui, cujo tema ainda atormenta, criaturas, algures, no mesmo distrito que esta edição. Acontece que, após alguns degraus, que naquele dia dificultaram o caminho, uma das jovens, se lembrou de cair. Assim, do nada. Íamos a descer e praticamente no fim, para que fique mais claro. Tive ainda tempo, de ouvir a vítima a dizer qualquer coisa (do tipo: “- aiii” ou coisa do género), de olhar para trás e de ver os 90 graus a serem quebrados à velocidade de uma chapada.
Ficou esteticamente direitinha e estatelada. Melhor perspectiva que eu e o colega, que ia do outro lado da moça, teve um cavaleiro que vinha atrás, sem ninguém saber.

Rir?
- Era mau demais.
Chorar?
- Nem por isso, não me magoei.

“Sem palavras!” A parte que se seguiu é complexa demais para conseguir descrevê-la.
Ena, mas é que ninguém se magoou. Rimo-nos todos até sei lá onde. Cada um teve a sua perspectiva. A pobre rapariga limitou-se a rir e a sorrir. “- Para a próxima, vou mais devagar”, afirmou a vítima, dias após a queda.

Observação: os colegas que iam ao lado da pobre rapariga (uma rapariga e um rapaz) ajudaram-na a levantar. O que vinha atrás não mexeu pata.



 
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