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Exposições

Quando nos encantamos, temos sempre a tendência de nos entregar por completo, seja a um desporto, a um hobbie ou até mesmo a um amor. Até à vista não tenho razão, para apontar o dedo aos desportos ou até mesmo a um simples hobbie, cuja importância para nós, é sempre superior, ao de outra pessoa.
Se eu disser que o amor é belo e que é das melhores coisas que podemos ter na vida, estou a dizer a verdade, dependendo claro, de muitos factos. As entregas aos que mais amamos, se não forem por completo, nem são más de todo... porque existe algo, que cada individuo possui, que tem um destino reservado e que por vezes convém nem ser revelado. É algo especial, que deve ser preservado e guardado perante nós e somente nós.
Tudo isto porque nunca se sabe o que é que o futuro nos reserva. A psicologia não deverá, de todo, ser descomposta.

Cartas de Amor

Sentada numa esplanada de café, dou comigo a ver surgir um turbilhão de imagens, pensamentos, frases na minha cabeça que se encontra gelada. Um poema lido por uma amiga minha de Fernando Pessoa começa a dar-me que pensar.

Todas as cartas de amor são

Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.


Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.


As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.


Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.


Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.


A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.


(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)


 Fernando Pessoa
 
Segundo Fernando Pessoa, cartas de amor são ridículas por serem o que são, de amor. Mas afinal mais ridículo é quem nunca as escreveu. Dito isto, chego à brilhante conclusão de que devo ser uma pessoa ridícula.
Nunca escrevi cartas de amor.
Nunca tive motivos, nem um objecto de desejo para o qual me desse a vontade e inspiração de as escrever.
Um minuto, escrevi uma. Para português, será que conta? Não, não tinha ponta de verdade, foi redigida à pressão a tentar encarnar os sentimentos que são necessários para a escrever, sem sucesso. Não ficou mal, mas não teve significado.
Peço imensa desculpa por não gostar de cartas de amor, por não ter o sentimento e sensibilidade suficiente para as escrever. Ou será que não encontrei uma fonte de inspiração?
 
Será que o Matthew Bellamy conta?
 
WHATEVER

Amor infantil

Caminhando pela rua e com o ipod no máximo a ouvir uma boa música dá um bom ambiente para os pensamentos circularem a 1000km/h.
Dei comigo a relembrar-nos. Os teus olhos de um castanho escuro, a tua pele nem morena nem branca, mas de um intermédio que naquela altura eu achava perfeito.
Eramos pequenos e tudo parecia complicado, agora sei que não era bem assim, era tudo tão fácil que chegava a parecer díficil, rídiculo até.
Horas intermináveis de sorrisos e palavras trocadas, outras vezes inundavam os amuos e as discussões. Tão novos e já tão impossíveis de aturar que nós eramos.
Os teus beijos tocavam os meus, a adrenalina disparava vertiginosamente mas sem quê nem para quê centésimos de segundo depois tudo acalmava.
Foi um amor de infância, naquele momento parecia que ia ser para sempre. Obrigado por me teres ajudado a crescer.

Segue comigo.

Que venham lágrimas e que venham gritos. Tudo o que estiver pendente, com a necessidade de se expirar, que saia, de livre vontade ou forçadamente. Não poderás mais dizer, que ninguém tens, a dar-te a mão, quando só te consegues localizar no fundo de um poço profundo. Jamais te localizarás nessas bandas, se tudo correr conforme penso e enquanto eu aqui estiver. Larga essa lágrima que resta, deixa-a sem receio e vem comigo, para me apoderar de ti, enquanto a chuva vai caindo. Confia em mim. O verão foi e certamente não vem tão depressa, por isso resta-te vir e deixar cair os pingos frios, lá fora.

Foi passado

Foi algo muito simples e complexo, rápido e deveras duradouro, frio e quente, protegido e nu, livre e tão preso. Foi algo meramente difícil de explicar!
E eu tenho saudades!
Apossaste-te do meu devaneio
Tangiste-me e soltaste a erudição
Fizeste com que atingisse o delírio
Abandonaste-me alienada
Despiste-me em mil beijos
Envolveste-me em mortalhas
Saciaste-me com o teu ser
Amo-te
 
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